Centro Vivo debate futuro do patrimônio histórico de Pelotas
Movimento de Revitalização do Centro Histórico de Pelotas recebe conservadora, restauradora e mestre em memória social Olga Cabral
A preservação da memória urbana e do patrimônio histórico de Pelotas esteve no centro das discussões da reunião do Movimento de Revitalização do Centro Histórico de Pelotas – Centro Vivo, Viva o Centro, realizada na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, na sede da Associação Comercial de Pelotas. O encontro reuniu representantes de entidades, lideranças institucionais, profissionais da arquitetura, cultura, turismo e segurança pública para debater ações voltadas à valorização e conservação do Centro Histórico da cidade.
O destaque da reunião foi a apresentação da conservadora, restauradora e mestre em memória social Olga Cabral sobre o projeto de preservação digital 3D do patrimônio histórico de Pelotas. A proposta prevê a digitalização tridimensional e a documentação técnica de monumentos e elementos históricos localizados em praças da cidade, formando um acervo digital inédito voltado à preservação da memória urbana.
Durante a apresentação, Olga destacou os desafios enfrentados pelo patrimônio histórico local, como vandalismo, furtos de placas históricas e ornamentos em bronze, degradação causada pela falta de monitoramento e a ausência de uma base de dados científica estruturada sobre os monumentos públicos. Segundo ela, o projeto surge como uma alternativa tecnológica para registrar, preservar e recuperar informações históricas que correm risco de desaparecer.
A iniciativa, que está em captação de recursos busca digitalizar e documentar 35 monumentos e situados nas 5 praças tombadas do município, entre elas a Praça Coronel Pedro Osório, Praça Piratinino de Almeida, Praça Cipriano Barcelos, Praça José Bonifácio e o Parque Dom Antônio Zattera. Com isso, Pelotas deverá passar a contar com o maior acervo digital de estatuária pública do Sul do Brasil. O projeto será desenvolvido em etapas. A primeira consiste na documentação digital dos monumentos. Em seguida, estão previstas intervenções de restauração e, posteriormente, a substituição por réplicas nos casos de peças faltantes ou furtadas. Além da preservação física e digital, a proposta também contempla ações de inclusão social e educação patrimonial, com acessibilidade, caminhadas culturais, atividades educativas e a produção de um curta-metragem documental para registrar todas as etapas do trabalho.
Participaram da reunião, a presidente da ACP, Elisa Gioieli; o vice-presidente da ACP, Fabrício Cagol; a Diretora de Projetos Especiais da ACP, Maria Manoela Albuquerque Jacques; o coordenador do Movimento Centro Vivo, Viva o Centro, Régis Silva; a diretora de Turismo da ACP, Luciele Cardoso; o presidente do Secovi Zona Sul e vice setorial da Fecomércio-RS, Sérgio Cogoy; a arquiteta Vivian Magalhães, presidente da Associação dos Arquitetos e Engenheiros de Pelotas (AEAP); a arquiteta Rafaela Bisol; a presidente do Conselho Superior da ACP e ex-coordenadora do Movimento, Mara Casa; a representantes da Secretaria de Cultura, Simone Neutzling e Taciana Kurz e da Secretaria de Turismo Cassia Vasques, Jaqueline Santos e Camile Lopes, e os representantes da Guarda Municipal de Pelotas, Fabiano Machado e Márcio Farias, reforçando a articulação entre diferentes setores em torno da preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade.














